segunda-feira, 6 de maio de 2013


Para sair da pobreza, só com educação, afirma Senador Cristovam Buarque


 
Em discurso nesta segunda-feira (6), o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou que o caminho mais fácil para as famílias brasileiras superarem a pobreza é a educação. Ele comentou reportagem sobre os dez anos do programa Bolsa Família publicada no domingo (5) pelo jornalO Globo.
De autoria do jornalista Demétrio Weber, a matéria mostra que 50 milhões de brasileiros recebem atualmente benefícios do Bolsa Família
- Esse é um programa que representa uma das grandes conquistas da democracia brasileira; essa ideia de transferir renda através do governo, da sociedade, para os mais pobres. A nossa elite sempre foi egoísta, arrogante. Com a Bolsa Família temos o primeiro gesto de generosidade da elite brasileira, graças ao governo Fernando Henrique Cardoso, com a Bolsa Escola, e com o governo Lula, que ampliou o número, de 12 para 50 milhões – disse.
Apesar de ser um sucesso no atendimento às necessidades básicas de grande parcela da população brasileira, ponderou O senador, o Bolsa Família mostrou-se um fracasso do ponto de vista da superação da pobreza. Para Cristovam, o Bolsa Família deveria manter a ideia original do Bolsa Escola, programa formulado por ele quando governador do Distrito Federal.
- Há uma diferença muito grande entre atender a necessidade e abolir a necessidade. O triste é que, na sua concepção inicial – e tenho orgulho de dizer que a formulei –, a Bolsa Escola casava a bolsa e a escola. Ao mesmo tempo em que atendia à necessidade imediata, abolia a necessidade futura por meio da educação das crianças – afirmou.
Cristovam disse ainda que o governo Lula errou ao tirar o programa do âmbito do Ministério da Educação e passar para o Ministério do Desenvolvimento Social, o que fez o projeto perder a conotação de compromisso com o ensino.
- Lamento profundamente que os governos Lula e Dilma continuem com essa concepção, que prefiram o programa assistencialista ao programa abolicionista, tenham preferido apenas uma coisa boa que é atender a necessidade àquilo que, realmente, é revolucionário: abolir a necessidade – afirmou.
fonte: Agência Senado