quinta-feira, 9 de maio de 2013


Consórcio de Eike Batista vence licitação e vai administrar Maracanã

Os camarotes do estádio não foram incluídos na concessão


 
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Agora é oficial. O Consórcio Maracanã, liderado pela empreiteira Odebrecht, e que conta com a IMX, do empresário Eike Batista, e a AEG, vai administrar o estádio que vai abrigar a final da Copa 2014 pelos próximos 35 anos. A documentação apresentada pelo grupo foi aprovada na manhã desta quinta-feira, e o resultado da licitação do Maracanã, que havia conferido ao consórcio integrado pela Odebrecht e Eike a maior pontuação, foi confirmado.

O grupo tinha obtido o primeiro lugar, com 98,26 pontos, deixando para trás o consórcio Complexo Esportivo e Cultural do Rio de Janeiro, composto pela Construtora OAS, a Stadion Amsterdam e a Lagardère Unlimited , que obteve 94,4624 pontos, que não contestou a decisão.
Por enquanto, no entanto, os camarotes do estádio não foram incluídos na concessão. Uma liminar da Justiça concedida às empresas Golden Goal Excel 3000 impediu que esse setor do estádio entrasse na licitação. As empresas, que exploravam esses espaços antes da reforma, alegaram que não há garantias de que poderão continuar explorando os camarotes após a concessão.

A Odebrecht é majoritária dentro do consórcio, com 90% de participação. A IMX, braço de esportes do grupo EBX, tem 5% de participação, com os 5% restantes sendo da americana AEG, que gerencia diversas arenas ao redor do mundo.

O consórcio de Eike Batista tinha apresentado a proposta de maior valor financeiro para obter a concessão do estádio. Foram oferecidos R$ 181,5 milhões, em 33 parcelas de R$ 5,5 milhões anuais.

Já grupo rival na disputa propôs o pagamento de R$ 155,1 milhões, divididos em 33 parcelas de R$ 4,7 milhões por ano. O edital prevê que o consórcio vencedor terá que pagar, pelo menos, R$ 4,5 milhões por ano pela concessão do estádio que vai sediar a final da Copa do Mundo 2014.

O valor financeiro teve peso de 40% da proposta, enquanto a parte técnica representou 60%. O concessionário do Maracanã terá que investir ainda pouco mais de R$ 594 milhões em adequações no complexo esportivo, que incluem a derrubada do estádio de atletismo Célio de Barros e do parque aquático Julio Delamare, e a posterior construção desses equipamentos em um local próximo.

O governo do Rio estima que o consórcio vencedor poderá ter retorno do investimento em até 12 anos. A projeção é que o concessionário possa ter receitas anuais de R$ 154 milhões, diante de despesas que podem beirar os R$ 50 milhões.

fonte: istoé