domingo, 12 de maio de 2013




Acusado de sequestro nos EUA pode 



ser condenado à morte


Uma das mulheres raptadas por Ariel Castro era amiga de sua filha.
Sem saber, o filho dele chegou a fazer uma reportagem sobre o caso.



 
Polícia divulgou foto após Ariel Castro dar entrada na cadeia do condado de Cuyahoga. (Foto:  Cuyahoga County Sheriff's Office/Reuters)Polícia divulgou foto após Ariel Castro dar entrada na cadeia do condado de Cuyahoga. (Foto: Cuyahoga County Sheriff's Office/Reuters)
A descoberta de que o porto-riquenho Ariel Castro manteve em cativeiro três mulheres desaparecidas por dez anos nos EUA não deixou perplexa apenas a pequena comunidade de Cleveland, que consideravam o homem um sujeito pacato.
Reportagem do Fantástico exibida neste domingo (12) mostra que também os filhos de Castro foram pegos de surpresa, sensação amplificada por serem próximos das vítimas e por terem até usado o caso no trabalho.
As três foram resgatadas na última segunda-feira. Arlene, uma das filhas do suspeito, era amiga de Gina de Jesus, a última mulher e a mais nova a ser sequestrada por Castro, em 2004, aos 14 anos. Na época do sequestro, as duas estudavam juntas.
"Eu lamento muito tudo isso e queria poder encontrar você de novo, Gina", disse Arlene.
Sem imaginar que era seu pai era o sequestrador, Anthony, outro filho de Castro, abordou o caso em um trabalho da faculdade.
Ele fez uma reportagem a respeito do sequestro quando estudava jornalismo. Chegou a entrevistar a mãe de Gina, que agradeceu a solidariedade.
Além de Gina, Castro também raptou Michelle Knight, em 2002, aos 21 anos, e Amanda Berry, em 2003, um dia antes de completar 17 anos.
As três mulheres eram estupradas no cativeiro. Michelle afirmou ter ficado grávida cinco vezes, mas foi forçada a abortar. Amanda chegou a ter uma filha, hoje com seis anos --um exame de DNA confirmou que o pai é Ariel Castro.
O acusado vai responder por quatro casos de sequestro e três de estupro. Se for provado que forçou Michelle a abortar, poderá ser condenado à morte.
Indignação
Angie Gregg, outra filha do porto-riquenho, não conteve a indignação. "Para mim, o meu pai morreu. Nunca mais quero vê-lo", afirmou em entrevista à rede de TV americana CNN.
As três mulheres foram sequestradas ao longo de uma mesma avenida, a Lorain, no oeste de Cleveland. Amanda tinha saído do trabalho, uma lanchonete quando Ariel ofereceu uma carona e ela aceitou.
A 200 metros dali, Michelle foi vista pela última vez. Ela tinha saído da casa de um parente. Segundo a policia, também foi atraída para o carro de Castro.
A um quarteirão desse ponto, fica a esquina onde Gina foi sequestrada. A estudante desapareceu pouco depois de sair da escola. Também aceitou uma carona de Castro.
O que se começa a descobrir é como o criminoso encarava os sequestros. De acordo com a imprensa americana, Castro comprava um bolo para comemorar o dia em que as mulheres haviam sido sequestradas.
A polícia achou na casa de Castro uma carta escrita por ele. Um dos trechos dizia: "Elas só estão aqui porque cometeram o erro de entrar no carro com um estranho".
fonte: G1.com